Foi tudo tão surpreendentemente rápido, tão profundo…
Chegaste!
Entraste…
És cavalheiro, pediste licença.
Eu nem queria que pedisses!
Já a tinhas.
Mas tu pediste.
Tomaste conta…
És doce, agarraste com carinho.
Permaneces…
És suave, ficas sem te impores.
Fica o teu perfume, o teu sorriso, o teu beijo.
Ficam os teus olhos zangados, a tua boca fechada, fica no ar um: “PÁRA!”.
Ficas na cabeça, ficas no coração, ficas no corpo, ficas em mim…
Fica a saudade, fica o desejo, fica a vontade, fica a paixão, fica o amor.
Ficas TU!
O verbo ficar perdeu o sentido…
Mas tu NÃO.
És lindo, és como és.
Não há justificação…
É AMOR.
Amo-te…
Consigo sentir o doce toque da mudança que se instalou.
O doce mas não pequeno, não subtil.
Abrupto como ele só, que de segundo a segundo levou a dor que me cortava.
Como o tempo é ambíguo, por vezes tão pachorrento, outras vezes tão veloz.
Enquanto me doía as primeiras frestas de calor, as tardes alongavam-se até se perderem de vista.
Enquanto, o medo me assaltava de que tudo ficasse permanente e dolorosamente fixo, as tardes davam origem às noites, as noites às manhãs, as manhãs às tardes e tudo permanecia imóvel.
Tudo era estático…
Tudo…
A dor, o medo, a angustia.
De repente o tempo salta, o vento sopra, a dor dissipa-se, a mudança instala-se.
Os segundos já fazem a diferença e tudo já acontece!
Agora tudo corre…
Naturalmente,
E com felicidade…
Aconteceu!
Eu tenho medo das palavras que possam surgir aqui.
Tenho medo do que possa dizer, do que possa sentir.
Particularmente do que possa sentir…
Tenho medo que não se apague tudo aquilo que quero apagar,
Se é que quero mesmo apagar.
Há coisas demasiado bonitas para serem apagadas.
Sinto tanta coisa e já nem sei o que sinto.
Só sei que…
Tenho medo de ter perdido…
A única coisa...Que eu sempre quis.
Realmente, a única coisa que eu sempre quis…
Acho que tenho saudades tuas.
Não é dos gestos.
É tuas...
Foste-te embora e levaste contigo muito mais do que eu possa enumerar.
A coisa mais visível é o brilho no meu olhar que só era possível contigo.
Aquela felicidade que se espalha se estende a quem passa, que parece que não cabe em nós…
Isso foi embora, foi embora contigo…
Das coisas que mais me pesam:
A vila...
Aquela vila, a vila que nos viu crescer, que nos sentiu a correr nas suas ruas enquanto pequenos, que viu a nossa cumplicidade crescer sem saber o que iríamos viver a seguir.
A vila que nos viu apaixonarmo-nos, envolvermo-nos, tornar-nos um do outro…
A vila que foi palco de tantos beijos, de tantas brincadeiras, de tantos toques e de tantos olhares.
A vila que foi por mim proclamada de céu, onde os portões da felicidade se abriam para mim…
Essas ruas, esse castelo, essa vila hoje não tem a mesma cor.
E eu não posso passar por nenhuma dessas ruas, nenhum desses recantos sem sentir saudade, sem me lembrar de ti.
A felicidade cheira a ti, e essas ruas foram o palco dela.
Todas elas te contêm…
Afinal, foste tu que me ensinaste a percorre-las, foste tu quem me as apresentou.
E eu queria poder voltar a essas ruas com o mesmo olhar e o mesmo sorriso.
Era o que eu queria.
Contudo, amo essa vila, esse castelo, essas ruas.
Passo por elas com saudade, passo com elas com sentimento.
Procuro as pedras edificadas lá no cimo para me esconder, para me encontrar a mim.
E sim lembro-me de ti…
Vives aqui dentro!
Como podia não lembrar?
Escrevo estas palavras enquanto estamos separados.
Talvez um dia venhas a lê-las…
Estamos separados é verdade e contudo tu estás aqui, continuas enraizado no meu coração.
E sabes que mais?
Acho que ficarás para sempre.
Disse-te um dia: “Depois de ti mais nenhum homem me irá fazer assim feliz…”.
Hoje com o que se passou sinto mais ainda que és o homem, o amor da minha vida. Amo-te completamente dos pés à cabeça, sem limites.
Amo cada pedacinho teu, cada defeito, cada virtude, cada sorriso e cada olhar…
Com o que se passou percebo, ainda te consegui tirar alguma liberdade, ainda consegui pressionar-te de alguma forma e ainda consegui faltar-te com compreensão…
Perdoa-me que não sou perfeita.
Este tempo serviu para eu sentir o amor, o puro amor sem apego.
Amor eu não preciso de ti!
Eu amo-te!!!
Tenho saudades do teu ser…
Das vezes que me irritavas mas mesmo assim conseguíamos rir a seguir!
Consigo ver a minha presença à tua volta.
Na noite não te dou descanso…
Anseias por mim, desejas-me…
Desejas ardentemente os meus lábios nos teus, agarrar-me com força e manteres-me presa para sentires que sou tua, e para eu sentir que não posso ser de mais ninguém…
Agarras-me o pescoço, e eu não posso, não quero mais sair dali…
Encostas-me contra a parede, o meu pescoço é teu, o meu coração bate forte…
Tomas-me por completo…
No momento a seguir já não me tens!
Eu olho-te nos olhos, com o olhar que te provoca…
Sussurro-te no ouvido, és meu…
Posso ter-te quando quiser…
Fico ali, a ver-te desejar-me, a não controlares o desejo, a ansiares-me…
E tu sabes…
Eu tenho poder sobre ti…
Não o uso porque não quero!
Relembro o momento em que atravesso a porta do café…
Em que tu agarras o meu pescoço só com uma mão, com a outra me encostas à parede. Dizes como quem está zangado: “Porque é que hoje não dormiste em casa?”.
Não me deixas explicar…
Beijas-me…
Mais uma vez, a terra dissipa-se, os sons tornam-se longínquos, as pessoas desaparecem, ficamos só nós… Eu e tu, presos, entre o céu e a terra.
Nunca me vou esquecer destes momentos… O desejo, a paixão, o amor, tal e qual como é escrito nos livros!
O dia está cinzento, e ao contrário de muitas pessoas, eu gosto.
Traz ao meu coração a melancolia que se tinha desvanecido com os fios de luz…
Esta opacidade cinza do céu faz com que as mais leves emoções cresçam e se espelhem no céu de forma que os olhos as consigam ver perfeitamente.
Liberto o espírito do corpo em que se aprisiona…
Sinto levemente o aroma de água salgada…
A brisa húmida do rebentar das ondas,
O som inconfundível do mar a abraçar a praia…
Anseio desesperadamente por esse cenário…
Contemplar o paraíso perdido, tão cinzento tão só,
Tão simples, tão ÚNICO…
Deixar que as ondas tocassem os meus pés,
A brisa húmida acarinhasse o meu rosto…
Sentar-me-ia no rochedo milenário, fecharia os olhos...E não haveria mais nada…
Quero desesperadamente sentir o mar,
A brisa,
As ondas,
Quero desesperadamente sentir!
OHH!!!
E agora?!
Agora…
Agora já não sei viver sem ti!
Pulaste!
Riste!
Saltaste!
Dançaste à minha volta…
Mandaste-me beijos...
Piscaste-me o olho!
Estendes-me os braços!!
Riste!
Saltaste!
Pulaste!
Dançaste à minha volta…
Numa dança hipnotizadoramente energética!
Agarras-me na mão fazes-me rodopiar!
Andamos os dois,
Corremos à volta,
Com a cabeça para trás a ver a brisa da alegria!
Deixamo-nos cair na relva…
Acalmamos com a doçura do olhar
Tu ris-te para mim…
Num instante olhas o céu,
Perdes o olhar.
Noutro instante encontra-lo nos meus olhos.
Fixas em mim,
Agora é doce…
Com o teu sorriso de menino reguila,
Esticas os braços!
Agarras a minha cintura!
Deixas os teus lábios tocar nos meus,
Num beijo electrizante!
Dizes: “EU AMO-TE…”!!!
UHM…
E agora?!
Agora já não posso viver sem ti!
Quero esconder-me no teu abraço
Chorar como se não houvesse amanhã
Quero deixar de ver o mundo
Apenas escondida no teu abraço
Quero perder-me no teu sorriso
Esquecer que o meu já se desvaneceu
Chorar porque a minha alma se recolheu
Quero perder-me no teu sorriso
Quero prender-me no brilho dos teus olhos
Recordar o brilho que os meus já tiveram
Chorar porque não sei porque o perderam
Quero sorrir porque tenho preso a mim o brilho dos teus olhos,
A doçura do teu sorriso
E o calor do teu abraço…
Eu quero mas não consigo.
Quero apenas chorar perdendo-me no teu abraço, escondendo-me nos teus olhos e prendendo-me no teu sorriso…
Tenho saudades tuas…

Uhmmmm…
Cheirava tão bem lá!
As minhas mãos tocavam levemente nas plantinhas suaves…
Elas beijavam os dedos um a um docemente.
Os meus pés diziam à terra ainda bem que já não te pesamos,
Eles andavam suavemente por cima dela sem lhe tocar.
A brisa envolvia o meu corpo, tornava-me leve como o próprio vento…
Soprava-me no cabelo e eu sorria feliz…
Sim, sim…
Estava-me a ir embora daqui.
Tinha morrido e estava mais viva do que qualquer um que passava por mim!
Sabia que tinha morrido…
Eles não me viam.
Eu estava feliz, não estava morta…
Estava ainda mais viva!!
Á minha volta o ambiente mudou!Depois de ter estado com ele todo trocado.A minha ausência acabou…
Estive sem Internet, sem pc e sem escritório!
Porquê???
Estava em obras!!
Mas agora, agora já estou de volta!
Apesar de muito trabalho…
Já havia saudades.
Mas a minha inspiração acho que se enfiou num poço bem fundo sem querer sair!
P.S. - Em breve passarei nos blog’s para actualizar a minha leitura =)
Fiquem bem e em PAZ…
E o anjo estendeu os braços.Sentou a menina no colo.Fez-lhe uma festa no cabelo e disse:"Eu vou estar sempre aqui..."A menina olha para ele com os olhos cheios de luz..."Prometes?"Ele olha-a enternecido:"Mas será só quando o teu coração gritar..."Ela entristece, dá-lhe um abraço e diz:"Ou menos estás aqui..."Ele sorri-lhe e ela sorri também.Ele deita-a na cama, dá-lhe um longo e suave beijo na testa...Ela adormeçe e fica calma...A sua alma agradeçe ao Universo a presença dos anjos...
Era o dia de vir embora…
O dia não estava tão bonito como da última vez.
Este fim-de-semana tinha sido estranho, diferente.
O meu coração batia de um forma diferente.
Todo e qualquer gesto para mim era pesado e agressivo, as coisas tinham mudado de cor e o mundo estava ao contrário.
Procurei bem e vi que a felicidade ainda lá estava e novamente tudo se transformou.
...
Com a chuva a cair a força das lágrimas superou-me e ainda agora não sei porque chorava.
...
Tinha estado maior parte do tempo a pensar em tudo que se resume a nada.
Tu tinhas tido mais uma crise, e mais uma vez isolei o meu corpo.
Ali não havia ninguém.
Ainda queria que não sofresses, ainda o quero.
Era o dia de vir embora…
As coisas estavam calmas…
Por fora!
Era o dia de vir embora...
E eu já a fugir do lugar do meu coração, pensava no que se tinha passado aquela manhã…
As coisas aconteciam como se eu não estivesse lá, sentido apenas o que pairava no ar.
Pensei como tinha sido um almoço calmo com todos em volta da mesa, a família estava lá toda.
Ainda podíamos rir e dizer disparates.
Eu não conseguia…
Acabámos de almoçar e fomos arrumar as coisas.
No dia de Páscoa é sempre complicado viajar, tínhamos de nos apressar.
Fomos dar-te um beijinho, tínhamos mesmo de ir embora.
A tua ansiedade aumentou.
Querias que tivéssemos ficado, ou melhor, a minha mãe…
Não podíamos, ela não podia.
A tua ansiedade aumentou e tiveste outra crise.
...
Ainda não sei se estava de facto lá…
...
Só sei que sinto o peso daquele terrífico silêncio, que se fez sentir dentro daquelas paredes.
O religioso silêncio de palavras com o duro som das lágrimas a cair.
Sei que tinha a minha prima pequenina abraçada a mim e eu só conseguia dizer: “Calma…”
Choravam todos e doía-me o coração.
Quanto mais perto do fim mais difícil.
E eu nunca quis admitir.
Eu sei…
Tenho que procurar os Anjos outra vez.
Estou cansada!Preciso de ti...(Eu espero...)Estende-me os braços por favor...(Continuo a esperar...)Eu sei...O céu é longe!!E é lá que tu moras...Eu sei...Mas preciso de ti!Preciso de um abraço...O doce beijo que colam os teus lábios nos meus...UHM...Em breve estarei aí!
Eram quatro da tarde e eu, sentada no banco de trás do carro, olhava pela janela.
Eu olhava pela janela com os olhos presos em nada, a ver os campos passarem e o carro voando por aquela tira negra, que os rasga, como um machado a cortar a lenha.
O meu coração dizia-me: “Caminhas para longe corpo, e eu… Eu vou ficando para trás.”
E eu sentia o peso de deixar para trás pessoas amadas, mesmo que, por uma ou duas semanas, pesava.
…
O dia estava quente, solarengo.
Um belo dia de Primavera.
Da janela, como uma menina que se perde em sonhos, observava os campos…
Tão verdes, tão floridos, tão alegres, tão luminosos, tão vivos, o meu oposto.
A mim…
A mim só me apetecia mandar parar o carro, pegar no volante, dar meia volta e ir ao encontro da vila que ainda aqui está guardada, e a muitas pessoas que amo.
O meu espírito saltava, pulava, e só se imaginava no meio daquelas plantas, deitada naquela relva, com uma roupa de menina, tão confortável como o ambiente que a minha alma encontrou…
E lembrei-me de ti Mi.
De ti que me ensinaste a sentir a brisa da manhã, sentada num tractor, a passear pelo campo.
De ti Mi, lembrei-me de ti e das manhãs, em que sem dormir, fiquei sem sono.
Porque me ensinaste a respirar na natureza e contagiar-me com a vida que ela transmite.
E agora a olhar para os campos tão verdes e tão vivos, penso como seriam os passeios pelo meio deles nesta altura. A cavalo ou a correr, de tractor ou a andar…
Contigo eu sei que iria.
…
Consigo sorrir apesar da distância aumentar, ao pensar nesses momentos, em muitos que nunca aconteceram.
Ainda virão muitas manhãs em que tu me dirás:
“Ficas cá e vais dormir um bocadinho!
Inês, tu não dormiste nada!
Que vais para além fazer???
Anda fica aqui a descansar.
És mesmo tonta…”
E que eu irei responder:
“Não fico, não fico nada…
Não ‘tou com sono.
Tenho vergonha.”
E tu nunca irás perceber o que me ensinaste com estas manhãs, aquelas em que todos dormem, mas que as tuas responsabilidades não te deixam. E como de tão simples se tornam tão doces!
Virão ainda mais manhãs em que eu te direi:
“Mi, vamos ver as vaquinhas?”
E tu me responderás:
“Se tu quiseres.
Já sei que vais gostar da mais escanzelada.”
E agora já olhas para mim a sorrir, mas mesmo assim pensas: “Não sei qual é a piada…”
E virão as belas tardes, e fim de tardes…
Havemos de rir.
E já prometi lavarmos o carro…
Estou a pegar na caneta!
Olhem, já vejo letras escritas!
=O OH!
E agora??
Contínuo??
Contínuo como?
Ainda não consegui responder a mim mesma, porque raio contínuo o escrever?
Mais meia dúzia de letras…
A minha alma pede-me para que escreva.
Que escreva para ti, para eles, para mim…
Ela insiste, a emoção existe, quando pego na caneta ela é única e diferente, o coração bate mais descompassado.
Que queres tu que eu lhes diga???
Tu não vês que eu ainda não te aprendi a ler?
Esqueces-te que te conheço há pouco tempo?
Apenas tomei consciência que estavas viva há alguns meses!!!
Agora, diz-me o que queres, se faz favor!
Se estou sozinha???
Mas que raio de perguntas me fazes!
Dentro destas 4 paredes, sim, estou sozinha!
Mas está lá fora a minha mãe.
Tenho aqui dentro, tantos e tão bons, seres.
Como posso dizer, algum dia, que estou sozinha?
Eu nunca estou sozinha!
Além disso…
Tu nunca me deixas só, oh conhecedora do inconsciente, sabedora do que me habita, dona do oculto…
Pronto está bem!
Chega de conversa fiada…
Mas ainda não sei explicar-lhes o que tu queres.
Desculpa, mas pelo menos hoje, não sei!
Sim adoro a música que estou a ouvir.
Mas porquê??
Meto outra?
Porquê???
…
Pronto já sei que não me vais responder.
Vou procurar outra.
Mudo a música.
Não sei porque continuo de caneta na mão.
Estou sempre a escrever sobre o mesmo.
O melhor é acabar com isto…
Olha, achei uma música que te faz falar-me de outra maneira.
Está bem!
Eu dou-te tempo e não acabo com isto!
Está bem…
Mas só até conseguir dizer-lhes o que tu queres…
OK!
Nunca te vais calar…
Eu fico feliz só de olhar para ti sabias??
Lembrei-me agora de repente, da tua imagem, a dormir no banco do meu carro… Mesmo ali ao meu lado, tão perto, bastava esticar o braço e podia alcançar-te!
O teu rosto estava sereno, e a minha felicidade aquecia-me, apesar do frio.
Sim eu estava realmente feliz…
Só de olhar para ti.
Estava tão frio o ar, mas o meu coração batia tão quente, tão vivo…
Os meus olhos estavam felizes, fixados no teu rosto sossegado, que dormia um sono leve…
Que sonhavas tu meu amor?
Desesperava por tocar-te sabias?
Mas não… Podia acordar-te, eu não queria.
Estavas lindo meu amor, sereno, a dormir.
Mas…
Tremias…
Tu começaste a tremer…
Estavas com frio, afinal, estavas a dormir, tapo-te e tu acordas…
Os teus olhos cruzam-se com os meus…
E tu nunca soubeste como é olhar para ti, o que o meu coração me diz…
Nunca te consegui explicar como é estar contigo, como é estar perto de ti.
Só sei que me parte o coração ver-te menos bem…
Quero tapar-te sempre!!
Sim eu sou feliz perto de ti!
Falta uma hora para tomar o comprimido...Para ingerir mais uma certa quantidade de produtos químicos que me deve fazer bem ao ouvido…
Pois é…
Faz-me bem ao ouvido.
É verdade que ele me incomoda por não estar bem, mas o que me incomoda mais é o desconforto da alma.
Queria ingerir aquele comprimido e ficar bem, ficar bem de corpo e alma.
Todos e quaisquer problemas se resolvessem.
Porque não posso sair daqui, passear nas nuvens que me fazem feliz?!
Eu queria não pensar que estás a sofrer e eu não posso fazer nada!
Queria olhar para o dia-a-dia e esquecer que provavelmente estás a viver os últimos dias! E que para isso tens que sofrer.
Quem me dera poder dar-te um comprimido, que te tirasse todo o sofrimento e pudesses ficar bem de corpo e alma.
Temos mesmo que sofrer ao desencarnar??
Não estou muito bem anjo…
Queria estar mesmo muito feliz.
Ainda não compreendi o que se passa totalmente.
Só sei que isto me deixa triste.
Não consigo encontrar respostas!
Mas também, tão pouco consigo fazer perguntas…
Talvez consiga…
Porquê??????
Voltei…
Voltei há uns dias, e ainda não tinha vindo visitar este espacinho escondido que revela mais do que se possa ler.
A rotina do dia-a-dia obriga-me a regressar…
As aulas não esperam, a vida não pára, para que eu possa descansar e deixar a minha alma descarregar de tudo e mais alguma coisa…
Ainda me pergunto se descansei no tempo que estive fora...Acho que a resposta é: NÃO!Descansei o corpo?
Um bocadinho…Descansei a cabeça?
Outro bocadinho, sempre voltei com mais vontade de agarrar nos livros.Descansei a alma?
Muito pelo contrário, o dia-a-dia que vivi impôs-me uma sombra.
Fui feliz e infeliz nestes dias…Há coisas que por mais que não nos lembremos delas, estão sempre ali presentes, como um véu que nos escurece o sorriso.
A tua doença faz-me isso...Pensar no que já se passou…Tinham passado cerca de 3 meses, e voltar a uma rotina semelhante cansou-me muito a alma.
Ainda não estava preparada para isto.
Ainda não estava!E...Ainda não estou!Ainda penso que as coisas podem ter um final diferente…
No entanto o presente é semelhante.
E viver tudo outra vez dói…
Dói e cansa!
Fui!!!!
Eu fui!!
Fui de férias e não sei se quero voltar!Até...Quando o Sol se puser no horizonte, e o meu diário destino me ordenar!